Braskem sobe preço de resinas após alta de 30% da nafta

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Braskem sobe preço de resinas após alta de 30% da nafta

2017-09-11T20:00:44+00:00 maio 29th, 2015|Notícias|0 Comentários

A Braskem anunciou um aumento de 2% para os preços domésticos do polipropileno (PP) e do polietileno (PE) neste mês, de acordo com a consultoria internacional Platts, que fornece preços de diferentes commodities nos mercados de energia, petroquímica, metais e agricultura. Em nota, a petroquímica confirmou o índice de reajuste e destacou que “os preços em reais voltaram ao mesmo nível praticado em dezembro de 2014”.

A companhia também elevou os valores de exportação das resinas, acompanhando a dinâmica internacional de preços, a desvalorização do real frente ao dólar e a alta de mais de 30% da nafta em 2015. Além disso, paradas para manutenção em diferentes fábricas de PE e PP no mundo reduziram os embarques dessas resinas para o Brasil entre abril e maio, apontou a consultoria.

No mercado doméstico, conforme a Platts, o reajuste equivale a algo entre R$ 150 e R$ 200 (US$ 50 a US$ 65) por tonelada para todos os tipos de polietileno e de R$ 250 (US$ 82) por tonelada para o PP. Já os preços de exportação foram elevados em média US$ 122 por tonelada ante abril, enquanto os diferentes tipos de PE subiram de US$ 65 por tonelada para US$ 116 por tonelada.

No mercado internacional, a cotação da nafta ARA (com base nos portos europeus de Antuérpia, Roterdã e Amsterdã) reverteu a trajetória de queda que marcou o segundo semestre do ano passado e início deste ano e voltou a subir, acompanhando a recuperação dos preços do petróleo e a variação do dólar frente a uma cesta de moedas.

Na sexta­feira, a matéria­prima era negociada a US$ 541,25 por tonelada, uma alta de 30,4% frente à cotação de US$ 415 por tonelada em 31 de dezembro, segundo dados da Platts.

No mesmo intervalo, o petróleo Brent passou de US$ 57,33 para US$ 65,37 o barril e o gás natural negociado na Nymex ficou praticamente estável, em US$ 2,89 o milhão de BTU.

A nafta ARA é usada como referência no cálculo do preço da matéria­prima fornecida pela Petrobras à Braskem, maior fabricante de resinas termoplásticas das Américas. As companhias ­ além de fornecedora, a Petrobras é uma das acionistas majoritárias da petroquímica ­ negociam há cerca de dois anos um novo contrato de longo prazo, porém ainda não houve consenso quanto à fórmula de preços.

Em 27 de fevereiro, a Braskem informou que celebrou com a estatal o terceiro aditivo ao contrato de nafta que venceu originalmente em fevereiro do ano passado, com vigência de seis meses (até 31 agosto) e ajuste de preços retroativamente a 1º de março de 2015. A Petrobras fornece 70% do consumo anual da Braskem, de 10 milhões de toneladas de nafta, e sua direção indicou, recentemente, que um novo acordo de longo prazo pode ser definido até junho.

Os resultados da petroquímica no primeiro trimestre refletiram o recebimento de R$ 243 milhões, ou R$ 220 milhões em valor líquido de PIS e Cofins, restituídos pela Petrobras, referente a essa negociação. “Foi definido que, caso fosse assinado um novo contrato de longo prazo, a fórmula de preço para esse novo contrato seria aplicada retroativamente às compras efetuadas em todo o período de vigência deste aditivo. Por outro lado, caso não fosse assinado um novo contrato de longo prazo, prevaleceria, também para todo o período de vigência deste aditivo, a média das bases de preços de negociação entre as partes”, informou a companhia à época.

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