Extrusoras – Cresce a oferta de alta tecnologia

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Extrusoras – Cresce a oferta de alta tecnologia

2017-09-11T19:39:28+00:00 junho 15th, 2011|Notícias|0 Comentários

Outra italiana participou da feira para reforçar seu interesse pelo mercado brasileiro de extrusão. Mas neste caso a estratégia foi mais agressiva: a CGM, de Milão, Itália, abriu em março do ano passado uma unidade fabril por aqui, em Indaiatuba-SP, e promete se tornar uma das maiores do setor. Segundo Natan Alves, diretor comercial da CMG do Brasil, em 2012 a empresa deve fabricar em média seis máquinas por mês. A ideia é produzir monocamadas e coextrusoras compactas, num primeiro momento; para, numa segunda fase, desenvolver modelos de grande porte. “Queremos trazer alta tecnologia em extrusão para cá”, afirmou Alves. A companhia possui duas plantas em Milão e 3.900 máquinas instaladas no mundo.

Essa primeira aparição na Brasilplast foi tímida. A empresa tinha um estande dentro do pavilhão italiano e sem máquina. No entanto, na próxima edição, Alves pretende ocupar espaço semelhante aos dos grandes fabricantes de máquinas, como Carnevalli e Rulli Standard. A estratégia reflete a intenção de figurar nesse hall, já em 2012, quando prevê emplacar entre os transformadores brasileiros sua linha Innoex, de coextrusoras de três a sete camadas. Segundo o diretor, um dos diferenciais da fabricante são as roscas e camisas feitas de uma liga de material especial, Molibdni, com alta resistência ao desgaste. “A troca de rosca e camisa se dá a cada cinco anos, a da concorrência, a cada dois”, afirmou. A planta brasileira conta com quatorze funcionários, assistência técnica local, e a produção será 80% nacionalizada, o que permite financiamento via BNDES.

Apesar de ter interesse pelo Brasil, a também italiana Macchi participou da feira por outro motivo: o seu alvo eram os visitantes sul-americanos. A empresa no ano passado não conseguiu vender nenhum modelo por aqui, aliás, há seis anos essa história se repete. O empecilho são as altas taxas cobradas aos produtos importados.

De qualquer forma, a intenção é sempre vender, não importa muito a quem. Por isso, a Macchi apresentou em seu estande uma coextrusora para três camadas capaz de fabricar de 300 kg/h a 550 kg/h. Trata-se de um modelo para pequenas e médias produções, denominado Coex Flex 3.4. Um destaque se refere ao redutor. Segundo a fabricante, este reduz em 20% o consumo energético.

O poder das nacionais

As europeias terão muito trabalho para entrar com força no mercado nacional de extrusão de filmes. A líder do segmento, a Carnevalli, de Guarulhos-SP, como faz em todas as edições da Brasilplast, mostrou o seu gigantismo. Uma das grandes atrações (literalmente) do estande se tratava da Coex Polaris 3 Plus, coextrusora capaz de produzir até 700 kg/h de filme com largura útil de 2.100 mm. De acordo com o gerente geral da Carnevalli, Geraldo Constantino Junior, o consumo desse tipo de tecnologia está crescendo no país, e tende a avançar. Para ele, com a restrição das sacolas plásticas nos supermercados, a indústria pode se voltar para a coextrusão. “O transformador vai ter de buscar outros mercados”, sentenciou. Na companhia, 20% das máquinas produzidas são coex.

A Coex Polaris 3 Plus garante vários benefícios, como a economia de energia, com motores mais eficientes, e também traz inovações como um desenho de rosca diferenciado e novas rebobinadeiras. A máquina é totalmente automática, e conta com anel de ar, medidor de espessura e dosadores gravimétricos, segundo Constantino Junior, que embutem “tecnologia de ponta”.

O estande apresentava a linha Polaris Plus como lançamento na feira. Além da coex, havia as monocamadas Polaris Plus 75 (para produção de até 360 kg/h), a Polaris Plus 60 (no estande, operava a 172 kg/h, produzindo filmes de 1.350 mm de largura), e a Polaris Plus 50 (para produção até 140 kg/h).

A tecnologia coex atraiu até mesmo quem não tem tanta tradição neste mercado. A HGR Extrusoras, fundada em 1993, em Guarulhos-SP, apostou neste nicho e tem colhido bons frutos. Há quatro anos, a empresa fabricava entre duas e três extrusoras monocamadas por mês, hoje este

índice saltou para cinco a sete, e diversificou-se com as coextrusoras. “Entramos forte na tecnologia coex em novembro do ano passado, e já temos bons resultados no faturamento”, comentou o diretor comercial da HGR, Ricardo Rodrigues.

Em 2010, não por acaso, a empresa ampliou seu parque fabril em 15% e pretende aumentar seu faturamento, neste ano, em 30%. E olha que a base é forte. “O ano passado foi um ano explosivo em vendas”, disse Rodrigues. Vale lembrar que o preço de uma coex é de duas a três vezes o de uma para filme monocamada.

O mercado de filmes cada vez mais técnicos para aplicações específicas e com tolerâncias muito estreitas instiga os fabricantes de máquinas a incorporarem em seus desenvolvimentos itens complexos de controle. Por esse motivo, a linha para filme exposta pela Rulli Standard, de Guarulhos-SP era dotada de bobinadeira dupla, corte automático, sistema de ar frio para o anel e dosador gravimétrico, entre outros recursos. “Trouxemos como aprimoramento o maior controle de espessura e velocidade da máquina”, disse o engenheiro Paulo Leal, da Rulli Standard.

Fonte: Texto Reproduzido da Revista Plástico Moderno – Edição nº440 – Junho de 2011

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