Posicionamento favorável à educação ambiental e ao uso consciente de sacolas plásticas

//Posicionamento favorável à educação ambiental e ao uso consciente de sacolas plásticas

Posicionamento favorável à educação ambiental e ao uso consciente de sacolas plásticas

2017-09-11T19:47:43+00:00 fevereiro 3rd, 2012|Notícias|0 Comentários
  • Atualmente o Brasil tem se mostrado mais atento às questões ambientais. Porém, a falta de informação correta, muitas vezes leva ao erro.
  • Em alguns lugares, as sacolas plásticas têm sido apontadas incorretamente como sendo causadoras de impacto ambiental, quando na verdade o problema não reside nelas e sim no desperdício, no descarte incorreto e na falta de uma política adequada de reciclagem de resíduos pós-consumo.
  • Econômicas, duráveis, resistentes, práticas, higiênicas e inertes, são reutilizáveis e 100% recicláveis.
  • Além disso, pesquisas de diversos institutos confirmam que quase 100% das sacolas plásticas são reutilizadas como saco de lixo, 71% constituem as embalagens preferidas da população para transportar suas compras e 75% das donas de casa são a favor do seu fornecimento pelo varejo (supermercados, “sacolões”, mercados de bairro, etc).
  • Embalar o lixo em plástico é uma recomendação dos órgãos de saúde do país, para que se evitem contaminações. A sacola plástica é reutilizada pelo consumidor para acondicionar o lixo doméstico, assim como para outros tantos usos, o que representa higiene, economia e atitude ambientalmente responsável. Na falta dessa embalagem, o consumidor deverá comprar sacos de lixo, o que irá gerar custo adicional às famílias e penalizará a população.
  • Os sacos de lixo e as sacolas plásticas de supermercado são feitas do mesmo material. Ambas contém produto reciclado e são 100% recicláveis.
  • Ambientalmente, as sacolas plásticas são comprovadamente as mais amigáveis. Estudo encomendado pelo governo britânico sobre o impacto ambiental de diversos tipos de sacolas mostrou que a sacolinha de plástico tem melhor desempenho ambiental em 8 das 9 categorias avaliadas. Outro importante dado é que ela apresenta a menor geração de CO2 em seu processo produtivo, além de consumir menor quantidade de matéria-prima frente às outras opções.
  • Imaginemos que as sacolas plásticas sejam banidas de vez: outro tipo de embalagem deverá ser usado. Caso continue sendo usada de forma excessiva e descartada de maneira incorreta, esta nova embalagem em breve será apontada como a vilã ambiental da vez.
  • Com isso em vista, acreditamos que a população tem direito à EDUCAÇÂO e somente com ela, será possível combater o desperdício e o descarte inadequado.
A proposta ideal é baseada na responsabilidade compartilhada e na educação
  • Defendemos que as sacolas plásticas sejam utilizadas sim, porém fabricadas com a qualidade exigida pela Norma Técnica ABNT NBR-14937. Isso porque as sacolas mais resistentes inibem a prática de se colocar uma sacola dentro da outra para transportar produtos mais pesados ou utilizar somente a metade de sua capacidade, além, de poderem ser usadas mais vezes, mesmo para as compras em supermercados.
  • Essas sacolas mais resistentes são a base do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, desenvolvido pela Plastivida, Instituto Nacional do Plástico (INP) e Associação Brasileira da indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), para envolver indústria, varejo e população na questão da melhoria na qualidade das sacolas e nas boas práticas de uso e descarte dessas embalagens.
  • Com uma sacola dentro da norma e com a educação da população para o uso e descarte adequados dessas embalagens o desperdício é combatido. O consumidor pode levar sua sacola plástica mais de uma vez ao supermercado, depois disso dar a ela outras finalidades (embalar alimentos, carregar produtos úmidos na bolsa, recolher as fezes de animais domésticos ou mesmo usar como saco de lixo)
  • Presente em oito capitais (São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Goiânia, Brasília, Rio de Janeiro, Recife e Florianópolis), o Programa traz resultado notório: 4 bilhões de sacolas plásticas deixaram de ser consumidas de 2007 a 2010. Mesmo o Ministério do Meio Ambiente (MMA) reconhece o esforço como inovador, consistente e equilibrado. O Programa segue em 2011 com o objetivo de alcançar e até mesmo ultrapassar a marca dos 30% de redução no uso de sacolas plásticas até 2012.
  • As entidades também lançaram em 2010 a Escola de Consumo Responsável, um projeto itinerante que forma multiplicadores dos conceitos de uso responsável e descarte adequado dessas embalagens para todo o País. Inicialmente os multiplicadores formados eram apenas do varejo. A partir de junho, a Escola ganha novo formato e passa a capacitar multiplicadores ligados ao ensino (professores das redes municipais e estaduais). Blumenau (SC) já está testando este novo formato.
  • Acreditamos que a questão ambiental passa pela responsabilidade de todos: da indústria (que tem que estar comprometida em fazer produtos dentro de normas técnicas), do varejo (que deve estar comprometido em fornecer as sacolas dentro de norma e informar à população que uma sacola mais resistente agüenta as compras suem que seja necessário seu uso em duplicidade), da população (que deve exigir a sacola dentro de norma, usá-la com responsabilidade, cuidar para que seja reutilizada e, ao final de sua vida útil, descartada corretamente) e do poder público que deve promover a coleta seletiva e desenvolver políticas públicas estruturadas para o lixo urbano.
O Banimento é um caminho ou uma falta de visão sistêmica?
  • Perguntamos: deveríamos banir as sacolas ou promover ações em favor de seu uso responsável? Imagine se baníssemos tudo o que é moderno e que ao mesmo tempo tenha algum impacto ambiental. Voltaríamos aos primórdios, com baixa qualidade e baixa expectativa de vida e com epidemias que, atualmente, só fazem parte dos livros de história e total falta de higiene no contato com os alimentos.
  • Na sociedade contemporânea, a melhor forma de usufruir dos benefícios (conforto, praticidade, economia, segurança e qualidade de vida) a que todos temos direito é utilizar este ou qualquer outro produto de forma responsável, o que significa aplicar o conceito ambiental, reconhecido internacionalmente, dos 3R’s: Reduzir, Reutilizar e Reciclar.
  • sacola plástica é 100% reciclável e, quando feita dentro de norma, mais resistente, pode e deve ser reutilizada – até mesmo para novas compras em supermercado – sem onerar o consumidor. Hoje, o Brasil conta com uma indústria de reciclagem de plásticos ociosa em mais de 30% uma vez que o país não conta com processos de coleta seletiva adequados para que menos materiais que podem ser reutilizados acabem nos lixões e aterros.
  • Acreditamos que a população não pode ser penalizada – seja com cobranças extras, com a geração de novas despesas com sacos de lixo, ou mesmo com a perda e empregos na cadeia produtiva das sacolas plásticas (que hoje garante 30 mil empregos diretos no país).
Qualidade de Vida
  • As sacolas plásticas são fáceis de carregar, reutilizáveis e com excelente custo/benefício, além de serem 100% recicláveis, tornando-se essenciais e muito importantes na nossa vida.
  • Preservam os alimentos, protegendo-os de bactérias, permitindo que hortifrutis, carnes, laticínios e bebidas cheguem à mesa em perfeitas condições para seu consumo, mantendo sua qualidade e preservando a saúde das pessoas.
  • Uma das grandes qualidades ambientais das sacolas plásticas é a sua reciclabilidade.
  • A reciclagem promove também a redução no consumo de recursos naturais, como água, gás e petróleo, pois as sacolas plásticas podem ser reprocessadas várias vezes.
  • Outra qualidade importantíssima da sacola plástica comum de supermercado é seu alto potencial energético. Ela contém energia suficiente para manter uma lâmpada de 60 Watts acesa por 10 minutos. Desta forma, as sacolinhas podem ser recuperas como combustível em caldeiras que geram vapor para geração de energia elétrica ou aquecimento para processos industriais.
A reciclagem em números
  •  A indústria de reciclagem de plásticos no Brasil tem um faturamento bruto anual de R$ 1,6 bilhão e gera aproximadamente 17 mil empregos diretos. O índice de reciclagem em 2005 atingiu 20%, semelhante ao índice médio da União Européia, situando-se abaixo somente da Alemanha e Áustria. A coleta seletiva de plásticos e demais produtos recicláveis é responsável pela geração de trabalho e renda de 550 mil catadores.
  • Somente 4% da produção mundial de petróleo são destinados à produção de plásticos. 35% servem para aquecimento, 29% para transporte e 22% para energia e 10% para outras finalidades.
  • Se reutilizarmos, reciclarmos ou transformarmos as sacolas plásticas em energia estaremos ajudando a economizar petróleo.
Todo material descartado requer uma combinação de conscientização, educação, aplicação de leis apropriadas e sólidas práticas de gerenciamento de resíduos. Trata-se, portanto, de uma questão de políticas públicas e comportamento da população.
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